A FIFA virou o cofrinho do Infantino?

Infantino imita CBF e quer transformar Copa do Mundo em caixa eletrônico


Desde que Gianni Infantino se apresentou ao mundo como o manda-chuva da FIFA, os futebolistas não dormiram mais em paz. Na Copa do Mundo de 2026, a organização, os jogos, o desfile dos craques… enfim, esses fatores foram vários sucessos, mas a competência de Infantino se mostrou um retumbante fracasso. Não bastasse o roubo descarado a favor dos Estados Unidos, suspendendo a expulsão de Balogun frente a Bósnia, e as ajudinhas da arbitragem dando vantagem à Argentina em diversas oportunidades, somados à cara de c* dele e do Trump quando da entrega das medalhas de prata aos argentinos, agora Infantino quer fazer do maior torneio de seleções do planeta uma máquina de fazer dinheiro.

Após o sucesso comercial, impulsionado pela parceria que fez com a merda da Betano, Infantino decidiu, do mais absoluto nada, bolar um plano digno de Pinky e Cérebro (se bem que nem Pinky e Cérebro seriam tão calhordas a esse ponto) para vender a investidores privados participações nos lucros da Copa. E deu 53 dias pra que todas (absolutamente todas) as 211 confederações nacionais afiliadas à FIFA aprovem essa atrocidade. As que não aprovarem vão perder 75% do acesso ao novo modelo de financiamento que Infantino prometeu. Já as que aprovarem, por sua vez, ganharão, a partir de 1º de janeiro do ano que vem, mais de R$ 51 bilhões, somados aos R$ 205 milhões de um programa chamado FIFA Forward Enterprise (sei lá o que isso significa). Aos amigos, tudo; aos inimigos, o prejuízo.

Lógico que isso não pegou bem. A UEFA já mandou o papo: “(…) a FIFA não pode continuar usando o nosso esporte para enriquecer a si mesma e aos seus aliados (…)”. Se subir um pouco mais o tom, já vai chamar o Infantino de filho duma égua. Merecidamente, frise-se. É muita coincidência Infantino querer fazer um negócio desses quando o Congresso americano o colocou no centro de uma investigação que visa detalhar seu vínculo com Trump, que tem se tornado cada vez mais estreito. Não é demais lembrar que a FIFA abriu um escritório na Trump Tower em 2025 e o desgovernante dos Estados Unidos ganhou o primeiro “Prêmio da Paz da FIFA”, uma espécie de prêmio de consolação por Trump não ter ganho o Nobel da Paz que tanto queria (mesmo sempre sendo praticante e amante da guerra [taí o Irã que não nos deixa mentir]).

E a tristeza de Infantino pela Argentina ter perdido a final da Copa 2026 pra Espanha foi apenas de Infantino e da Argentina. Aliás, tristeza não: no caso dos argentinos, o que o mundo está fazendo com eles é basicamente o mesmo que eles sempre fizeram com o mundo desde que ganharam a primeira Copa, lá em 1978. Não é argentinofobia, é vingança. E essa vingança da nossa parte está fazendo com que os argentinos revelem a sua verdadeira face de péssimos perdedores.

Uma argentina criou até abaixo-assinado pra anular ou repetir a final da Copa (90 mil assinaturas), enquanto pessoas de mais de 170 países se reuniram em contrapartida pra criar outro abaixo-assinado pedindo a exclusão da Argentina das próximas Copas (mais de 23 milhões de assinaturas). Como se isso não bastasse, 1/3 dos argentinos acha que houve uma conspiração mundial pra impedir que a Argentina fosse campeã pela 4ª vez na história das Copas.

Milei, inclusive, incentivou uma campanha de processar muitas pessoas, conhecidas ou não, por “argentinofobia”. Ora, mas que ridículo… se ele resolver processar os mais de 7 bilhões e meio de pessoas que comemoraram o bicampeonato mundial da Espanha, ele perde. E isso que ele disse “somos superiores esteticamente”… quer dizer, essa frase não o representa. Afinal, bem diz o velho ditado cunhado sabe Deus por quem: “Olho azul em gente feia é o mesmo que piscina em laje: não dá certo”.

Na prática, só estão confirmando a falta de vergonha na cara que, em termos futebolísticos, sempre tiveram. Principalmente em relação a nós, brasileiros. Sempre nos chamaram de “macacos” ou outros termos ofensivos. Por isso, quando alguns brasileiros resolveram torcer pela Argentina só por causa do Messi, não se deram conta que era ele e mais uns milhões, muitos deles racistas, que estavam em campo. Não eram só 26 e a comissão técnica, era um país inteiro a disputar a final de uma Copa do Mundo como se fosse uma guerra. Messi jamais se posicionou contra o racismo de seus compatriotas, sobretudo no caso midiático mais recente, envolvendo Vinícius Jr., a vítima, e Prestianni, do Benfica.

Aliás, Prestianni não despertou apenas o instinto racista de alguns argentinos, como também o de muitos benfiquistas, que, no âmago de defender seu jogador e seu clube, digitaram coisas como “vá mas é pra tua terra” ou algo do gênero. Isto se repetiu quando o Flamengo derrotou o Benfica por 2x1 no famigerado Torneio do Algarve e Prestianni foi caçado merecidamente em campo. “Vá mas é pra tua terra” foi fichinha perto do que alguns que se dizem benfiquistas digitaram contra um dos times brasileiros mais vitoriosos dos últimos 10 anos.

Ou seja, com tudo isto na mesa, além do fato de que cobras se confabulam com cobras, comprovam-se outras duas verdades: uma é a de que racistas há, seja aqui, seja na Conchinchina, e que continuarão existindo e se reproduzindo se as leis não forem duras como são aqui no Brasil e eles não forem exemplarmente punidos; a outra, mais inequívoca, é a de que o mau exemplo sempre vem de cima. Infantino, Trump e Milei são exemplos de maus exemplos a não serem seguidos.