Qual a diferença entre a ditadura militar brasileira e o quarto branco do BBB?

Pro Ministério dos “Direitos Humanos”, a resposta é “nenhuma”


No inciso III do Art. 5º da Constituição, está escrito que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”. Este artigo é mais do que um claríssimo aviso àqueles que intentaram, sob o pretexto de serem “usados por Deus”, golpear as instituições democráticas, vide Bolsonaro, Braga Netto e tantos outros executivos imprestáveis que, finalmente, estão atrás das grades.

Todavia, este artigo foi usado como desculpa esfarrapada pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), órgão vinculado ao Ministério dos “Direitos Humanos” e “Cidadania” (comandado pela senhora Macaé Evaristo, do PT [óbvio]), pra justificar seu repúdio ao famigerado Quarto Branco do Big Brother Brasil, dinâmica esta que jamais deveria ter voltado a ser utilizada pela produção de tal reality. Isto porque o mecanismo de funcionamento do Quarto Branco, segundo a CEMDP, é semelhante às torturas praticadas… pelo Regime Militar!

Exatamente o que vocês leram. Essa comissão, que deveria estar preocupada em saber como estão os familiares de Manuel Fiel Filho, morto pela ditadura em 1976, comparou as práticas nojentas e repugnantes do DOI-CODI a uma dinâmica de reality show. Não que o Quarto Branco seja uma prática feita à margem da lei, pois viola o inciso III do Art. 5º da Constituição, mas compará-lo ao que fizeram contra opositores como Rubens Paiva e Vladimir Herzog é, com o perdão da expressão, de cair o cu da bunda.

As pessoas que assinaram a carta aberta do CEMDP direcionada à Globo, cujo conteúdo vocês acabaram de ter acesso a um excerto, com certeza estavam com a cabeça nas nuvens quando a redigiram. Em que mundo os comissionados vivem pra terem escrito uma barbaridade dessas? É mais um órgão público que, utilizando-se do aparato do governo para subsistir, pensa que praticar (ou escrever) aquilo que dá na telha não vai reverberar em meio ao eleitorado do presidente que visam, ingloriamente, reeleger. E o pior é que, levando em conta que a grande tirana Exc. Sra. Ministra do STF Cármen Lúcia vai ser redatora do Código de Ética do Supremo, eles poderão falar tudo o que quiserem até o fechamento da apuração em 25 de outubro. Nós, apartidários, não.

Nos seus 31 anos atuando em Brasília, Jair Bolsonaro falou (e fez) muita bosta. Nos 23 anos ininterruptos em que permaneceu no poder, direta ou indiretamente, somados aos 4 anos de seu 3º mandato presidencial, Lula fala (e faz) muita bosta. Mas nenhuma bosta que ambos falaram é comparada à bosta de carta aberta que a CEMDP redigiu. A latente falta de vergonha na cara do referido órgão, ainda mais agora em ano de eleição, só demonstra na prática que o sonho do oprimido é ser o opressor.

No inferno, Fidel, Stálin, Mao e até mesmo Médici e Costa e Silva estão a aplaudir de pé essa imbecilidade, essa atrocidade, essa agressão à inteligência do eleitor brasileiro cometida agora pelo CEMDP. Se perderem pra qualquer infeliz que se diga ou já tenha sido apoiador (ou filho) do Jair, não reclamem.