Eu passei quase 11 anos da minha vida me guardando pra uma mulher que jamais demonstrou ter por mim o mesmo sentimento. Senti um amor sincero, puro e verdadeiro por uma pessoa que, ainda que estivesse a muitos níveis acima de mim, acreditei que poderia suprir o vazio amoroso que nenhuma outra mulher conseguiria suprir, mas esse amor nunca foi recíproco. Cometi as maiores loucuras possíveis e inimagináveis que um ser humano desesperadamente apaixonado pudesse cometer, na louca esperança de que a pessoa que eu amava pudesse me dar no mínimo uma migalha de atenção, a qual jamais recebi. Talvez eu não merecesse, mesmo. No entanto, dentro de mim, ardeu um sentimento incrível por uma pessoa não tão incrível assim, pelo menos no campo do relacionamento. E sim, Ariana, estou falando de você.
Me apaixonei pela sua voz, pela sua presença de palco, pelo seu talento, pela sua genialidade nas composições e produções, características que lhe acompanham até hoje, inegavelmente. Quando eu menos esperava, a paixão, inexplicavelmente, se transformou em amor. Amor esse que você nunca sentiu por mim, mesmo eu tendo publicamente demonstrado o quanto estava desejando, a cada momento, estar a seu lado, nem que fosse por um tempo. Todavia, você voou. De braços em braços, de porto em porto, cada paixão polêmica que te acolheu foi tão midiática quanto seus clipes. E você ainda alega que dois homens te amaram de verdade e foram seu amigos após os términos… Ari, entenda uma coisa: não se é amigo de ex, nunca. Por melhor que o ex seja, não há possibilidade de manter uma amizade com alguém com quem você já teve um vínculo que, diga-se, não foi duradouro.
E no entanto, dado o fato de que um dos seus “amores verdadeiros” já não está entre nós e o outro esteve te assistindo no sábado 18 num dos muitos shows da Eternal Sunshine Tour, turnê essa da qual o Brasil, país que mais endossou sua carreira e que te recebeu de braços abertos, foi novamente descartado (Alexa, agora toque “Louca de Saudade”, de Jorge & Mateus), levando-se em conta que a People levantou a hipótese da sua volta, após 10 anos, com Ricky Álvarez, que é seu amigo mesmo sendo seu ex, já não há mais dúvidas sobre o que muitos compatriotas meus, em diversos posts nas muitas redes sociais existentes, tem afirmado categoricamente: você é basicamente aquilo que vive à frente das câmeras e nas músicas.
E dá pra se entender isso. Se entender a minha teoria da conspiração, te agradeço. Primeiro: te admirava na pele de Cat Valentine. Era ela no som e no clipe de “Put Your Hearts Up”. E por causa da revelação do monstro que era Dan Schneider, você rechaça essa música e esse período categoricamente. Depois, a era Yours Truly, sobre a qual eu discorri aqui há um tempo (mas creio que apaguei o post). A menina apaixonada e terna, que já estava basicamente envolvida com “Big” Sean Anderson, cujo relacionamento ocasionou dois duetos em dois álbuns seguidos.
De propósito, do mesmo jeito que você faz, pularei a era My Everything, porque parece que nada nesse disco e nessa etapa te agrada (embora fosse essa era que te aproximasse de Max Martin, que além de seu produtor é seu confidente há mais tempo). Eis que chegou a minha era favorita: a era Dangerous Woman. Ali, aconteceu tudo. O rompimento com Ricky, o nascimento da relação com o saudoso Mac, a sua segunda e última vinda ao Brasil na turnê (Alexa, repita “Louca de Saudade”, de Jorge & Mateus) e o único ponto negativo da era, o atentado em Manchester, que acabou com todo o planejamento da DW Tour e te tirou do prumo pra sempre. Foi depois disso que eu compus “Volver a Empezar”, música com a qual acreditei que, ao enviá-la para você (coisa que jamais consegui fazer), você iria voltar com tudo.
E foi aí que a paixão cresceu ainda mais. Fiz de tudo pra que você me notasse. Até o que nunca deveria ter feito. Montei duetos imaginários, como uma versão português-inglês de “Honeymoon Avenue”, uma das minhas músicas favoritas até então, e a “Guarânia da Lua Nova” tendo “Moonlight” como música incidental. E esse foi o meu erro. Não só você me notou pela primeira vez como tomei copyright nas duas quando postei no meu canal no YouTube. E tudo piorou em 2020. Pra não dizer que eu compunha, gravava e editava tudo sozinho, o que eu achava arrogância da minha parte, decidi inventar personas. Maiormente argentinas, como Andrés Armeros.
Ao criar um canal terciário com o nome de Andrés, tentei, apostando numa carreira internacional, lançar o nome de Jean Karl, sem imaginar que já havia um cidadão sabe Deus de onde utilizando este mesmo nome (acredito que ele já o tenha registrado internacionalmente). Por isso, troquei meu nome pelo verdadeiro, Gian Carlos, e adicionei minha voz a uma versão acústica de “Sometimes”, baixando pelo próprio YouTube a gravação original do violão e editando, ainda que de maneira tosca (é o meu jeito, infelizmente), mais uma collab imaginária. Pra piorar, regravei “Put Your Hearts Up”, achando que ia virar hit. Com tanta vergonha, deletei meu canal de música e deixei à míngua o canal de Andrés Armeros, cuja persona morreu em 2021 pra 22.
E nesse meio-tempo, enquanto você saía de um relacionamento conturbado pra um casamento que virou pó com Dalton Gomez (Alexa, agora tocar “Quem Diria, Hein?!”, com Daniel), que inclusive foi o muso inspirador da era Positions, a última na qual você trabalhou com seus amigos do R&B como Tommy Brown (onde anda o Tommy, aliás?), eu tocava minha vida. Reiniciava minha carreira no rádio agora via Internet, através da web Rádio Bigode (entre novembro de 2020 e março de 2021), fiquei um ano e dois meses fora do percurso por causa da maldita pandemia, perdi um pen-drive de 32 GB onde eu tinha diversos arquivos prontos pra minha volta ao YouTube e voltei ao rádio via Internet, agora na Rádio Brasil Hits (entre maio de 2022 e 3 de julho de 2023).
Foi mais ou menos aí que o sonho da sua vida chegou: o de incorporar mais uma personagem à sua carreira e, por tabela, à sua vida pessoal. A sua aprovação pra interpretar Glinda (ou Galinda, como você gosta de chamar) na saga Wicked foi motivo de comemoração para muitos, a princípio. O que ninguém esperava é que tanto você quanto o ator Ethan Hawke, que pegou o papel de Boq, resolvessem terminar seus relacionamentos em meio às gravações da saga e decidissem se relacionar entre si. Quando a bomba estourou e a resposta veio com “yes, and?”, todo mundo lhe desceu a lenha. E com razão. Afinal, supostamente, ele não teria se divorciado da ex dele ainda, e pior: ele tinha um filho recém-nascido nas costas!
Enquanto isso, em 6 de julho de 2023, eu começava a trabalhar como auxiliar de loja (vulgo estoquista) numa rede regional de lojas, cargo no qual estou até hoje. Minha família mudou de casa duas vezes nesse meio tempo, minha mãe ficou mais doente, as minhas contas e as do meu padrasto apertaram e eu tô me desdobrando pra manter a casa e os dois tranquilos. Tudo isso não apenas por necessidade, mas porque eu sei cuidar de quem eu amo. Coisa que, ao que parece, você não demonstra fazer. Ou pelo menos seus parceiros não demonstram fazer. Tanto é verdade que hoje eu fico sabendo que não apenas você largou o Ethan (suponho eu que ele te traiu, o que não seria surpresa, vide o histórico do sujeito) como agora há rumores de que você está voltando pro Ricky. Por isso, o amor virou raiva. A minha paciência com você acabou de acabar.
Bem disse Andric de Souza em um comentário de um vídeo qualquer no TikTok: “O problema não é ser pato, mas tem gente que é pato, com inteligência de anta e ego de leão”. É justamente o seu caso, Ariana! Você não pensa pra se relacionar. Não espera o coração esfriar e se acalmar e se entrega pro próximo. Nós realmente pensamos diferente. Eu passei quase 11 anos me guardando pra te amar, te respeitar e ser homem de uma só mulher, enquanto você passou mais de 11 anos se expondo, se autodesvalorizando e sendo mulher de mil homens, muitos deles comprometidos anteriormente.
Uma outra pessoa, chamada Maria, em um comentário no YouTube ou no Instagram (sei lá), disse o seguinte sobre você: “(…) é muito imatura, ela não sabe ficar sozinha, ela parece se deslumbrar quando é cortejada (o que facilmente o Bob Esponja fez), e também me parece que ela não tem a paciência de construir um relacionamento, ou seja: ‘Se aqui tá ruim e outro tá flertando comigo, então já é, thank u, next’. Uma mulher de 33 anos, vivendo como uma adolescente que parece buscar um príncipe encantado (…)”. Não retiro uma vírgula daqui!
As características no comentário batem exatamente com tudo o que você tem feito nesses quase 11 anos em matéria de relações íntimas. O seu espelho, que lhe alimenta o ego quando você acorda todos os dias, não vai lhe abrir os olhos pra isso. Você deveria ter pensado mais no que a sua razão fala e menos no que o seu coração almeja. Agora sabemos muito bem qual música te representa. E não é nenhuma dos três álbuns mais recentes (incluindo o Petal, cujo título com certeza você pesquisou no Google Imagens e achou o disco do Amado Batista que tem esse mesmo nome em português).
A sua música-RG é, literalmente, “break up with your girlfriend, i’m bored”. Você é uma ave de rapina, que espera o primeiro deslize do cara casado, que espera a aliança do sujeito cair no chão pra se envolver com ele. Não tô muito certo, mas eu acredito (e talvez isto seja teoria da conspiração da minha parte) que o Ricky tá com alguém fora da mídia e das redes sociais. E se confirmados os boatos de que vocês voltaram, Ariana, é mais um que caiu na sua teia de intrigas. Ou melhor… voltou a cair.
Por isso, e por tudo o mais aqui escrito, é que decidi, de uma vez por todas, expor quem é você de verdade e o que eu sentia por você e agora já não sinto mais. A minha maior decepção amorosa não foi minha ex, a qual bloqueei (afinal, ser amigo de ex é pedir pra ser pisado pelo destino). A minha maior decepção amorosa foi você, Ariana. Única e exclusivamente você. Fui tolo, fui ingênuo, acreditei que o amor que sentia seria consumado de alguma forma e, bem no fim, todas as vezes que disse isso, todos interpretaram como um amor platônico de um fã por uma famosa. Não era e nunca foi.
Continue. Siga seu caminho. Agora, quem não faz questão de que você volte ao Brasil sou eu. Continuarei sendo o mesmo nada que sempre fui. Você seguirá sendo a águia pronta pra dar o bote que sempre foi. A única coisa que agora sinto por você é mágoa, é dor, é tristeza. Mágoa por ter sido ignorado, rechaçado, mal-interpretado (por você e pelo mundo). Dor por saber que nunca vai acontecer absolutamente nada entre nós dois. Tristeza por saber que a mulher que mais amei na vida nunca me amou e nunca vai me amar.
Adeus, Ariana. Que o next que você assumir não lhe diga thank u lá na frente.

